Em entrevista concedida a uma emissora de rádio nesta semana, o presidente do Sindicato dos Agentes de Segurança Patrimonial de Mato Grosso do Sul (Sindasp-MS), Orivaldo Duarte, destacou a importância da atuação dos agentes patrimoniais na proteção de prédios públicos e da população, além de alertar para o déficit significativo no efetivo e defender a valorização da categoria.
Segundo Orivaldo, o Sindasp representa atualmente cerca de 700 agentes ativos e mais de 40 aposentados, distribuídos em 55 municípios do Estado. Criada há 25 anos, a carreira tem como principal missão garantir a segurança de órgãos públicos estaduais, proteger o patrimônio e oferecer suporte à população que circula nesses locais.
O presidente ressaltou que o número atual de profissionais está muito abaixo do necessário. De acordo com ele, seriam necessários cerca de 2.500 agentes para atender adequadamente todo o Mato Grosso do Sul. “Hoje estamos com pouco mais de 700 ativos, e muitos estão próximos da aposentadoria. Isso agrava ainda mais a situação da segurança patrimonial no Estado”, afirmou.
Durante a entrevista, Orivaldo também criticou a substituição de agentes por sistemas de monitoramento eletrônico e câmeras de vigilância. Para ele, a tecnologia não consegue substituir a atuação humana, especialmente em situações de risco. O dirigente citou como exemplo um caso recente ocorrido no Parque dos Poderes, onde a presença de um agente patrimonial foi fundamental para evitar uma possível tragédia envolvendo uma mulher que corria perigo. “Uma câmera não teria condições de agir ou proteger aquela pessoa. O agente patrimonial tem capacidade de intervenção, algo que nenhuma máquina consegue fazer”, destacou.
Além disso, ele questionou a contratação de empresas privadas para realizar monitoramento eletrônico, afirmando que o sindicato chegou a apresentar um projeto próprio ao governo, com custo menor e aproveitamento dos próprios agentes patrimoniais. No entanto, segundo ele, a proposta não foi implementada.
Outro ponto levantado foi a necessidade urgente de reestruturação da carreira. Orivaldo relatou que os profissionais enfrentam defasagem salarial e cumprem cargas horárias extensas, muitas vezes superiores ao previsto. Ele afirmou que a categoria busca melhorias sem perda de direitos e reforçou que a valorização dos servidores é essencial para garantir a qualidade do serviço prestado.
Apesar das dificuldades, o presidente afirmou manter diálogo com o governo estadual e destacou que a categoria conta com apoio político de parlamentares estaduais e federais. No entanto, reconheceu que as limitações orçamentárias têm sido o principal obstáculo para avanços.
Por fim, Orivaldo reforçou o compromisso com a categoria e afirmou que seguirá trabalhando pela valorização e fortalecimento da segurança patrimonial no Estado. Ele também pediu união dos profissionais e maior mobilização, especialmente em ano eleitoral, para garantir avanços nas reivindicações.


